Vários CPFs no mesmo endereço: duplicidade, oportunidade logística ou risco?
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Geocodificar não é preencher todas as linhas a qualquer custo. É indicar precisão, sinalizar incerteza e evitar que um ponto incorreto seja tratado como verdade operacional.
Nenhum processo de geocodificação supera a qualidade do endereço que recebe. Um CEP genérico de região central de capital produz uma coordenada perfeitamente válida — e perfeitamente errada. O ponto cai no centro da cidade, o sistema reporta sucesso, e o mapa exibe uma concentração que não existe na carteira real.
Por isso a sequência importa: primeiro confrontar o endereço com a base oficial de logradouros, depois geocodificar. Inverter a ordem transforma erro cadastral em erro georreferenciado, que é mais difícil de detectar porque parece um dado técnico.
Uma coordenada obtida a partir de número exato de logradouro não é equivalente a uma obtida a partir do centroide do bairro, e nenhuma das duas equivale ao centroide do município. As três podem ocupar a mesma coluna do banco, com o mesmo formato, sem qualquer sinalização de diferença.
Registrar o nível de precisão ao lado da coordenada é o que permite a cada consumidor do dado decidir se ele serve para o seu uso.
Endereços rurais sem cadastro de logradouro, localidades atendidas por CEP único municipal e endereços internacionais não têm referência para comparação na base nacional. Nesses casos, a ausência de coordenada precisa é a resposta correta — inventar um ponto seria pior que deixar vazio, porque o vazio é visível e o ponto errado não é.
A etapa cadastral que vem antes da validação e da geocodificação.
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